Maria Ivone Vairinho e Poetas Amigos

Março 28 2012

 

 

 

Tempo de Pascoa,tempo tão sublime

Tempo em que o amor ao ódio supera

Somente a paz e a luz, em nós impera

Nenhum mal haverá que se aproxime;

 

Ressuscitou a Luz que nos redime

Que nos eleva a Deus e recupera

Nossa Fé renovada, em vida e espera

Pela Ressurreição que nos suprime.

 

Foi na Última Ceia, Q'uele mostrou

Que o maior amor é de quem amou

Sem limites na Fé, amor de irmão.

 

Irmão, que foi irmão, p'ra nos salvar

Foi exemplo de amor e quis provar

Que em amor é maior, é a Salvação!

 

Cecília Rodrigues

Março-2012

publicado por Cecilia Rodrigues às 15:19

Maio 15 2011

 

Do berço que o viu nascer

Conta a história sem saber

Sobre algum lugar incerto

Quando em Coimbra foi estudar

Sobre as letras debruçar

P’ra se tornar intelecto.

 

Aquele que viria a ser

Dos maiores ao enaltecer

Um exemplo de poesia.

Caravela dos seus sonhos

Em Ceuta horrores medonhos

Sua sina, ele cumpriria.

 

Nobre soldado em combate

Não há nada que o empate

De um seu livro escrever.

Mesmo em Ceuta aniquilado

Sem visão; Não derrotado,

Sua canção deixou viver.

 

Na travessia o naufrágio

Grande perda, que presságio!

Heresia do destino.

Alma Gentil que partiu,

Do amor que nunca mais viu

Do poema que era Divino.

 

Salva a Obra e vem a nado

Seu tesouro, bem guardado

Deixou o Mundo rendido.

Deu ao nosso Portugal

Prémio Honoris Mundial

De um valor reconhecido.

 

Mão na espada, outra na pena

Tudo o que via era cena

Para o papel recriada.

Tanto amor que descrevia

Tanto instinto ali nascia

Nada, nada lhe escapava. 

 

 

Eram líricos seus versos

Tão perfeitos e dispersos

Que os vendia por tostões.

Uma forma de sustento

Pois vivia num tormento

Farto de desilusões.

 

Na boémia ele vivia

Na sua pena a poesia

Na batalha foi valente.

“Os Lusíadas” escreveu

Nem a guerra o demoveu

De cantar canção dolente.

 

 

Ele que foi Homem brilhante

Ao guardar como um diamante

Sua poesia carnal.

Que viria a ser por diante

Um grande nome flamante

Próprio nome: Portugal!

 

 

 Cecília Rodrigues

 

publicado por Cecilia Rodrigues às 01:03

Abril 17 2011

 

 

Momentos, são pintura de aguarela 

Se vividos em plena realidade; 

Nas duras rochas, na dura verdade, 

Sentidos p'lo  pintor na sua tela. 

 

Estendo o meu olhar p'la minha viela, 

Galgo a esteira da minha sanidade, 

Quase que sonho com a eternidade, 

Num momento em que vejo a vida bela. 

 

Em pleno momento em que a hora falha, 

Reerguer o peito é tudo o que me inspira 

Crer no futuro e em tudo o que ele valha; 

 

No sorrir do botão...áureo e alvacento 

Da rosa, flor mais bela aqui na terra. 

Nos espinhos que a mim servem de alento.

  

 

“Veleiro de saudades”

 

2011

 

 

 

publicado por Cecilia Rodrigues às 01:00

Março 05 2011

Não há sol que vos louve, que vos diga

Se o amanhã vai sorrir ou chorar

O caminho a seguir é aquele que liga

Vossa alma ao dia que está p’ra chegar

 

Não há Inverno não há dor que persiga,

Todo o sonho dentro d’alma a habitar

Se a agonia do amigo vos fustiga

Procurem um caminho pra ajudar.

 

Estar aqui ou noutra parte qualquer

Não vai mudar a rota que estiver

Traçada p’lo destino ou por si mesmo

 

Seguir enfrente é o plano mais correcto

Haja luz haja pão, ou haja um tecto,

Hajam palavras lançadas a esmo.

 

 

 Cecília Rodrigues-2011

Veleiro de saudades

publicado por Cecilia Rodrigues às 23:59

Março 02 2011

Digo-te isto sem mágoas ou temor

Sem glórias sem dor da desilusão

Apenas em meu peito abrigo o amor

Divago as vozes do meu coração

 

Arestas me tomam quando ao sol-pôr

Incertezas dominam este chão

Mendigo luzes aos céus, por favor!

A palavra, o caminho, o meu guião!

 

Não te sei dizer ao certo a palavra

A palavra mais exacta, esta larva,

Sem ferir tuas quimeras de cristal

 

As heras criam raízes profundas

Criam poema sem dores ou lacunas

Sou hera moribunda, não leves a mal!

 

 

Cecília Rodrigues - 2011

In-Veleiro de saudades

publicado por Cecilia Rodrigues às 00:30

Dezembro 12 2010

 

Preciso de ti,

Preciso de ti…

Aqui nesta Cruz

Preciso de ti,

Preciso de ti,

Ó Mãe de Jesus

 

Suaviza-me a ânsia

Aqui á distância

Estou em Louvor

Preciso de ti,

Preciso de ti,

E do teu Amor.

 

Se subo a Montanha

A dor é tamanha

Nem sei explicar

Preciso de ti,

Preciso de ti,

Aqui neste mar.

 

Meus passos, pressinto

Fraquejam nem sinto

A dor que eles tem.

Com alma quebrada

Aqui estou postada

Pedindo-te Mãe:

 

Nesta tempestade,

Que a vida me invade

Tu acalmas o Mar,

Marés de bonança,

Tu és a Esperança

Que vai me salvar.

 

Preciso de ti,

Preciso de ti,

E do teu Amor,

Não sei se mereço,

Mesmo assim eu peço,

Um grande favor:

 

Que Olhes por mim,

Que Olhes por mim,

Com todo o louvor.

Que eu sou peregrina,

Tu És luz que ilumina,

Meus passos sem dor.

 

Preciso de ti,

Preciso de ti…

Aqui nesta Cruz

Preciso de ti,

Preciso de ti,

Ó Mãe de Jesus

 

Cecília Rodrigues - 2010

publicado por Cecilia Rodrigues às 23:41
editado por appoetas em 18/12/2010 às 04:41

Dezembro 12 2010

 

 

 

 

 

Natal, Natal, Nasceu Jesus!

Foi Maria que em Belém

Na manjedoura deu á Luz.

Foi enviado para o bem,

Natal, Natal, nasceu Jesus!

*

Na verdade Jesus sonhou

Um grande sonho, uma epopeia

Palavras sábias, Ele pregou.

Pregou por toda a Galileia

Na verdade Jesus sonhou…

*

Palavras foram só de amor

Com fervor pró mundo salvar

Incompreendido, colheu dor,

E nem a flor o viu chorar,

Palavras foram só de amor.

*

Dois mil e dez, há um Dezembro,

Mais uma data Universal,

Tudo mudou eu bem me lembro!

Há um corre, corre comercial;

Dois mil e dez há um Dezembro…

*

Em cada rosto há um regato,

Há uma dor sempre indecisa,

Há sempre aquele momento exacto,

De dar a mão a quem precisa.

Em cada rosto há um regato…

*

Pelo amor que Jesus pregou,

Uma brisa suave me apraz

Seguir o que Jesus sonhou;

Irmãmente vivendo em Paz.

Pelo amor que Jesus pregou…

*

Este é o Espírito de Natal,

Sentir que a missão é cumprida

Que uma palavra fraternal,

Tenha a dimensão d’uma vida!

Este é o Espírito de Natal!

*

 Cecília Rodrigues - 2010

publicado por Cecilia Rodrigues às 23:36
editado por appoetas em 18/12/2010 às 04:45

Novembro 13 2010

Um desejo no Poente

 

No voo rasante e adejo da gaivota

Entre o vislumbre do meu pensamento

Na simplicidade daquele momento

Na imensidão do Mar, a minha rota

Incomensurável calma aparente

Se apodera de mim, e servilmente

Em minhas conjecturas, se denota

 

Esta visão persiste tão veemente

Tanta beleza, tanta se me afronta

Qual verso comedido ora desponta

Embalando meu sonho inerente.

Foram tantas vezes que voltei

Sempre ao mesmo lugar onde sonhei

Sentar-me á sombra de um verso coerente

 

 

Eis que um desejo débil, pertinente

Espargindo de leve um versejar

Delira levemente em meu olhar

Deixando-me postada docemente

O Ocaso, no horizonte debruava

Os reflexos de um poema, abraçava

Que o deu á luz o poeta, alegremente

 

 

 

No Arrebol onde o poeta delineava

Era tanta a beleza, o firmamento!

Quisera o poeta naquele momento

Parar a Terra tal qual desejava,

Fazer da guerra uma estática imagem

De neblina coberta, sem estiagem,

E de novo o alvorecer ele pintava!

 

E sonha o poeta...com olhar de fogo …  reflexos do Ocaso...

 

"Minha Prenda Para o Futuro" 2010

Cecília Rodrigues

publicado por Cecilia Rodrigues às 19:46

Outubro 28 2010

Fragmentos de Poesia

publicado por Cecilia Rodrigues às 12:57

Outubro 02 2010

 

 

Natal, Natal, Nasceu Jesus!

Foi Maria que em Belém

Na manjedoura deu á Luz.

Foi enviado para o bem,

Natal, Natal, nasceu Jesus!

 

Na verdade Jesus sonhou

Um grande sonho, uma epopeia

Palavras sábias, Ele pregou.

Pregou por toda a Galileia

Na verdade Jesus sonhou…

 

Palavras foram só de amor

Com fervor pró mundo salvar

Incompreendido, colheu dor,

E nem a flor o viu chorar,

Palavras foram só de amor.

 

Dois mil e dez, há um Dezembro,

Mais uma data Universal,

Tudo mudou eu bem me lembro!

Há um corre, corre comercial;

Dois mil e dez há um Dezembro…

 

Em cada rosto há um regato,

Há uma dor sempre indecisa,

Há sempre aquele momento exacto,

De dar a mão a quem precisa.

Em cada rosto há um regato…

 

Pelo amor que Jesus pregou,

Uma brisa suave me apraz

Seguir o que Jesus sonhou;

Irmãmente vivendo em Paz.

Pelo amor que Jesus pregou…

 

 

Este é o Espírito de Natal,

Sentir que a missão é cumprida

Que uma palavra fraternal,

Tenha a dimensão d’uma vida!

Este é o Espírito de Natal!

 

Cecília Rodrigues

2010

“Veleiro de Saudades”

 

 

 

 

 

publicado por Cecilia Rodrigues às 16:10

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